Você já teve aquele pensamento?

“E se eu morasse fora do Brasil?”

Talvez tenha sido apenas uma ideia passageira.

Talvez você tenha pensado em fazer um intercâmbio.

Ou quem sabe já tenha pesquisado vistos, salários, universidades e oportunidades de trabalho.

Mas existe uma pergunta que quase ninguém faz antes de começar a planejar:

“Que tipo de vida eu quero construir?”

Porque escolher um país para morar não deveria ser apenas uma decisão baseada em salário.

Ou no clima.

Ou na facilidade de aprender inglês.

Ou na quantidade de oportunidades de trabalho.

A escolha envolve tudo isso — e muito mais.

Foi justamente sobre essa reflexão que a Teacher Inamara conversou com Márcia Percival, especialista em oportunidades para brasileiros na Austrália, em uma live que trouxe uma perspectiva muito interessante sobre imigração, carreira, inglês e adaptação.

Márcia vive na Austrália desde 1998 e compartilhou uma experiência de quase três décadas vivendo fora do Brasil. Na conversa, ela fala sobre sua própria trajetória, as razões que a levaram a escolher a Austrália e os caminhos que podem ajudar um imigrante a construir uma vida profissional no país.

Mas talvez a principal mensagem da live seja esta:

Não basta sair do Brasil. É preciso saber para onde você está indo — e por quê.


Antes de escolher um país, escolha a vida que você quer viver

Quando pensamos em imigração, é muito fácil começar pela pergunta errada.

“Qual país é melhor?”

Mas talvez a pergunta mais importante seja:

“Qual país combina melhor comigo?”

Na live, Márcia conta que escolheu a Austrália porque buscava uma combinação específica de fatores:

  • possibilidade de entrar legalmente no país;
  • possibilidade de trabalhar legalmente;
  • oportunidade de construir uma vida no exterior;
  • clima semelhante ao que ela conhecia no Brasil;
  • possibilidade de viver um estilo de vida mais outdoors.

Ela também conta que veio de uma família com poucos recursos e que enxergou no estudo uma forma de transformar sua vida. Mais tarde, percebeu que viver no exterior poderia representar uma nova oportunidade de desenvolvimento pessoal e profissional.

Essa é uma reflexão importante para qualquer pessoa que sonha em morar fora.

Porque o país perfeito não existe.

Existe o país que faz mais sentido para os seus objetivos.


O que significa “quality of life” — e por que isso importa?

Uma expressão muito importante quando falamos sobre morar no exterior é:

Quality of life

Tradução: qualidade de vida.

Mas o que exatamente significa qualidade de vida?

Não é apenas ganhar mais dinheiro.

Pode envolver:

  • segurança;
  • acesso a lazer;
  • clima;
  • possibilidade de fazer atividades ao ar livre;
  • equilíbrio entre vida pessoal e profissional;
  • oportunidades de carreira;
  • relacionamento com a comunidade;
  • possibilidade de construir uma rede de apoio.

Na conversa, Inamara e Márcia falam bastante sobre um aspecto que muitas pessoas subestimam: o clima e o estilo de vida.

Inamara conta que morou quase seis anos na Inglaterra e que, apesar de ter vivido uma experiência profissional importante, teve dificuldades com o frio e com o estilo de vida mais indoors.

Isso trouxe uma reflexão:

um lugar pode ser excelente para uma pessoa e completamente inadequado para outra.

Márcia, por outro lado, conta que sempre gostou muito de praia e de atividades ao ar livre. Por isso, o clima australiano fazia sentido para o estilo de vida que ela buscava.

E essa é uma excelente lição para quem está planejando morar fora:

Não escolha apenas o país. Escolha o estilo de vida.


“What if?” — e se você desse uma chance ao seu sonho?

Logo no início da live, Inamara faz um convite:

What if?

E se?

E se você pudesse morar em outro país?

E se sua carreira pudesse continuar crescendo internacionalmente?

E se você pudesse aprender inglês vivendo uma experiência completamente diferente?

E se existisse uma possibilidade que você ainda não considerou?

Às vezes, o maior obstáculo não é a falta de oportunidade.

É nunca ter parado para procurar.

Márcia conta que muitas pessoas vivem dentro de uma espécie de “bolha” e não conhecem as possibilidades que existem fora dela.

Por isso, antes de decidir que algo é impossível, talvez valha a pena perguntar:

“What if?”


Aprender inglês pode ser o primeiro passo para expandir sua visão de mundo

Um dos pontos mais importantes da conversa é a relação entre inglês e imigração.

Para quem deseja morar na Austrália, o inglês não aparece apenas como uma disciplina acadêmica.

Ele pode estar relacionado a:

  • conseguir um emprego;
  • participar de entrevistas;
  • fazer networking;
  • conversar com recrutadores;
  • entender colegas de trabalho;
  • adaptar-se à cultura;
  • construir relacionamentos;
  • crescer profissionalmente.

Márcia explica que, em sua visão, existem diferentes níveis de inserção profissional para quem chega ao país.

Uma pessoa pode começar em um trabalho de sobrevivência enquanto desenvolve o idioma.

Depois, pode buscar uma posição de transição.

E, com mais experiência e inglês, avançar para cargos mais próximos de sua formação e objetivos profissionais.

O ponto central é:

o inglês necessário depende do objetivo profissional.

Você não precisa necessariamente esperar até falar inglês perfeitamente para começar a construir sua vida fora.

Mas quanto melhor for sua comunicação, mais portas podem se abrir.


“Survival jobs” e “career jobs”: duas expressões importantes

A live apresenta uma ideia muito útil para quem pensa em trabalhar no exterior.

Survival job

Tradução: trabalho de sobrevivência.

É um trabalho que ajuda a pessoa a se manter financeiramente enquanto ela se adapta ao país, melhora o inglês e estrutura seus próximos passos.

Career job

Tradução: trabalho relacionado à carreira.

É a posição que está mais conectada à sua formação, experiência e trajetória profissional.

Esses conceitos ajudam a entender uma realidade importante:

começar por baixo não significa necessariamente terminar por baixo.

Em alguns casos, o primeiro trabalho pode ser apenas uma etapa.

O objetivo é usar essa etapa como uma ponte.


O inglês que você precisa para trabalhar fora não é apenas “inglês geral”

Imagine que você seja:

  • engenheiro;
  • profissional de tecnologia;
  • fisioterapeuta;
  • químico;
  • profissional de finanças;
  • eletricista;
  • marceneiro.

Você não precisa apenas aprender inglês.

Você precisa aprender o inglês da sua profissão.

Isso inclui:

  • vocabulário técnico;
  • entrevistas;
  • apresentação profissional;
  • comunicação com colegas;
  • reuniões;
  • negociação;
  • soft skills.

Por isso, estudar inglês profissional antes de emigrar pode fazer uma diferença enorme.

A própria Márcia destaca na live a importância de chegar preparado, inclusive com um currículo adaptado ao mercado internacional e conhecimento sobre entrevistas e comportamento profissional.


“Soft skills”: uma parte do inglês profissional que muita gente ignora

Você provavelmente já ouviu falar em hard skills.

São as habilidades técnicas necessárias para realizar um trabalho.

Mas existe outro grupo de habilidades:

Soft skills

São habilidades relacionadas ao comportamento e à interação com outras pessoas.

Por exemplo:

  • comunicação;
  • colaboração;
  • adaptabilidade;
  • liderança;
  • inteligência emocional;
  • resolução de problemas.

Segundo Márcia, um currículo internacional não deve simplesmente ser uma tradução do currículo brasileiro.

A forma de apresentar experiência profissional, competências e resultados precisa considerar o contexto do mercado para o qual você está se candidatando.

E isso nos leva a uma conclusão importante:

inglês profissional não é apenas traduzir palavras.

É aprender a se apresentar profissionalmente em outro idioma e em outra cultura.


Você não precisa perder seu sotaque para falar inglês bem

Esse é um dos pontos mais interessantes da conversa.

Márcia conta que vive na Austrália há décadas e ainda mantém um sotaque brasileiro.

E isso não a impede de:

  • dar aulas;
  • fazer palestras;
  • trabalhar;
  • se comunicar profissionalmente.

Isso traz uma reflexão muito importante:

Fluência não significa apagar sua identidade.

Você pode ter sotaque.

Pode falar inglês com uma identidade brasileira.

O que importa é conseguir:

entender, falar e ser entendido.

A comunicação aconteceu?

Então você está usando o idioma.


O inglês global: prepare-se para entender o mundo, não apenas um sotaque

Talvez um dos maiores erros de quem aprende inglês seja imaginar que vai conversar apenas com pessoas dos Estados Unidos ou da Inglaterra.

Na vida real, você pode trabalhar com pessoas de:

  • Itália;
  • Alemanha;
  • Índia;
  • Indonésia;
  • Japão;
  • França;
  • Brasil.

Todas usando inglês.

E todas podem ter sotaques diferentes.

Márcia comenta que a Austrália, por ser um país com uma população muito diversa, proporcionou a ela contato com diferentes formas de falar inglês. Essa exposição ajudou a desenvolver sua capacidade de compreender diferentes sotaques.

Essa é uma lição valiosa:

Don’t be afraid of accents.

Não tenha medo dos sotaques.

Se você quer usar inglês internacionalmente, precisa aprender a ouvir inglês internacional.


5 expressões em inglês para quem sonha com uma carreira internacional

“I’m looking for opportunities abroad.”

Tradução: Estou procurando oportunidades no exterior.

Uma frase útil para falar sobre seus objetivos profissionais.

Exemplo:

“I’m looking for opportunities abroad in my field.”

Estou procurando oportunidades no exterior na minha área.


“I’d like to work in my field.”

Tradução: Eu gostaria de trabalhar na minha área.

Exemplo:

“I’d like to work in my field, but I’m open to starting in a different position.”

Eu gostaria de trabalhar na minha área, mas estou aberto(a) a começar em uma posição diferente.

Essa estrutura é especialmente útil para quem está disposto a começar uma nova etapa profissional.


“I’m willing to learn.”

Tradução: Estou disposto(a) a aprender.

Uma frase simples, mas poderosa em entrevistas.

Exemplo:

“I’m willing to learn and adapt to a new environment.”

Estou disposto(a) a aprender e me adaptar a um novo ambiente.


“I’d like to gain international experience.”

Tradução: Eu gostaria de adquirir experiência internacional.

Exemplo:

“I’d like to gain international experience and develop my career.”

Eu gostaria de adquirir experiência internacional e desenvolver minha carreira.


“I’m open to new opportunities.”

Tradução: Estou aberto(a) a novas oportunidades.

Essa frase aparece muito em conversas profissionais e networking.

Exemplo:

“I’m currently working in Brazil, but I’m open to new opportunities abroad.”

Atualmente trabalho no Brasil, mas estou aberto(a) a novas oportunidades no exterior.


“What if?” pode ser o começo. Mas planejamento é o que transforma o sonho em projeto.

Sonhar é importante.

Mas sonhar sozinho não é suficiente.

Na live, Inamara e Márcia reforçam várias vezes a importância de planejamento.

Antes de pensar em comprar uma passagem, é preciso entender:

  • qual é o seu objetivo;
  • qual país combina com você;
  • qual é a sua profissão;
  • quais oportunidades existem na sua área;
  • qual nível de inglês você precisa;
  • quais são as possibilidades de estudo e trabalho;
  • quais são os requisitos migratórios atualizados;
  • quanto dinheiro você precisa;
  • quais habilidades precisa desenvolver.

A conversa também aborda diferentes caminhos migratórios e profissionais, mas é importante lembrar que regras de vistos e imigração mudam. Por isso, informações apresentadas na live devem ser consideradas como parte da conversa e não como aconselhamento migratório individual. Para decisões sobre vistos, elegibilidade e residência, é fundamental consultar fontes oficiais e profissionais de imigração devidamente habilitados.

A própria Márcia ressalta durante a conversa que questões especificamente migratórias devem ser verificadas com agentes de imigração.


E se o seu primeiro passo não for comprar uma passagem?

Talvez seja estudar inglês.

Talvez seja atualizar seu currículo.

Talvez seja pesquisar sua profissão.

Talvez seja descobrir quais países oferecem oportunidades para a sua área.

Talvez seja conversar com alguém que já passou por esse processo.

Ou talvez seja simplesmente começar a pesquisar.

Porque existe uma diferença enorme entre dizer:

“Um dia eu quero morar fora.”

e dizer:

“Este é o meu plano.”


O inglês pode ser uma ponte entre você e uma nova possibilidade

No final das contas, a conversa entre Inamara e Márcia não é apenas sobre a Austrália.

É sobre possibilidades.

É sobre sair da bolha.

É sobre conhecer outras realidades.

É sobre descobrir que sua carreira pode ter caminhos que você ainda não imaginou.

E o inglês pode ser uma dessas pontes.

Não apenas para conseguir um emprego.

Mas para:

  • acessar informação;
  • conhecer outras culturas;
  • fazer networking;
  • estudar;
  • viajar;
  • trabalhar;
  • construir relacionamentos;
  • enxergar oportunidades que antes pareciam invisíveis.

Aprender inglês é também expandir o mundo que está disponível para você.


Quer saber mais sobre imigração e oportunidades na Austrália?

Assista à live completa da Teacher Inamara com Márcia Percival e mergulhe nessa conversa sobre:

🇦🇺 vida na Austrália;

💼 carreira internacional;

🗣️ inglês profissional;

🌎 adaptação cultural;

📄 currículo internacional;

🎯 planejamento de carreira;

🚀 oportunidades para brasileiros.

Aproveite para curtir a live, comentar suas dúvidas, compartilhar com alguém que sonha em morar fora e se inscrever no canal da Ina para acompanhar os próximos conteúdos.

E se você está pensando:

“Talvez eu precise melhorar meu inglês antes de dar o próximo passo.”

Então esse pode ser o momento de transformar essa ideia em ação.

Conheça o treinamento da Ina e comece a construir o inglês que você precisa para se comunicar no mundo real.


Uma última pergunta para você

Se você pudesse morar em qualquer país do mundo, qual seria?

E mais importante:

Por quê?

Talvez sua resposta revele mais sobre você do que você imagina.

What if?

E se fosse possível?

Às vezes, o primeiro passo para realizar um sonho é simplesmente permitir-se considerá-lo.


Referências e materiais complementares

O conteúdo deste artigo foi desenvolvido a partir da live da Teacher Inamara com Márcia Percival, utilizando a conversa como matéria-prima para uma reflexão educativa sobre inglês, carreira internacional, adaptação cultural e planejamento de vida no exterior.

Observação: informações sobre vistos, imigração, residência permanente e requisitos profissionais podem mudar ao longo do tempo. Para tomar decisões migratórias, consulte sempre as fontes oficiais do governo australiano e um profissional de imigração habilitado.



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