Ter foco é essencial quando queremos obter resultados satisfatórios em determinadas atividades; e claro, isso também vale para quem quer aprender um novo idioma. De acordo com Daniel Goleman, psicólogo americano, “foco é a capacidade do ser humano em manter um estado de atenção concentrada”.

Para que você consiga gerar essa atenção, é preciso ativar uma área do cérebro chamada de hipocampo, que faz parte do sistema límbico. De forma sucinta, o sistema límbico é responsável por nossas emoções e comportamentos e o hipocampo funciona como a sede da nossa memória.

Foco não pode apenas ser uma palavra na nossa mente, é necessário ter uma experiência que construa esse comportamento para que você consiga aplicar essa técnica. Mas, antes de vermos algumas dicas embasadas na neurociência que podem te ajudar a ter uma atenção concentrada, vamos primeiro ver algumas questões que irão te trazer mais consciência de seus processos comportamentais e mentais.

Cada comportamento possui uma intenção e, sendo assim, ele será útil dependendo do contexto. Dessa forma conseguimos entender que nada é totalmente bom ou totalmente ruim, mas que depende do contexto. Se você gosta de ficar vendo vídeos cômicos ou lendo algum livro de ficção durante o trabalho, isso não irá lhe agregar naquele momento porque seu foco deve ser outro, não tem correlação com o que você precisa. Mas, se você faz isso no seu tempo livre ou no horário de almoço, por exemplo, essa atividade se torna útil para seu processo criativo.

É importante que você faça uma revisão honesta do que pode estar causando a dispersão da sua atenção, quais os principais fatores que tiram seu foco de seus objetivos principais? Anote em algum lugar e os revise sempre que necessário.

Aqui é onde começaremos a caminhar para as soluções do problema. De acordo com a neurociência, no que diz respeito à regulação comportamental, o comportamento humano é guiado por dois polos complementares e opostos: a busca por prazer e a fuga da dor. Em um desses polos, existe um cenário onde os circuitos de estresse ficam conectados, fazendo com que nosso cérebro fique bloqueado, recebendo recursos limitados das áreas mais importantes para o aprendizado. Daniel Goleman chama isso de “sequestro da amígdala” e para combater esse estado é preciso que você consiga visualizar todos os benefícios que o inglês vai te trazer, minimizando ao máximo qualquer gatilho de “ameaça”.

Agora que entendemos esses pontos, eu vou te explicar, de forma prática, como você consegue criar um foco poderoso.

1. ENTENDA O SEU PORQUÊ

Se o seu objetivo é aprender inglês, você precisa saber o que você ganha se for fluente e o que você perde se não for. Pense nisso, escreva, deixe bem claro pra você e, caso queira ir além, deixe isso claro para as pessoas com quem convive.

Ter foco é ter certeza absoluta de onde você quer chegar com o inglês; ao visualizar onde você quer estar, tendo o inglês como veículo, você multiplica exponencialmente suas chances de atingir seu objetivo.

Isso é provado em diversos estudos feitos com profissionais de alta performance e atletas que, além de treinar o corpo ou adquirir um novo conhecimento em determinada área profissional, também treinam o cérebro com o poder da imaginação e do foco. Os russos começaram a usar essa técnica por volta da década de 70 para competir nos jogos olímpicos.

E por conta dos resultados que estavam conquistando com o poder de visualizar e ter foco nos resultados através da imaginação, outros países também aderiram a técnica e, hoje em dia, praticamente todo esportista de alta performance faz uso da visualização socialmente contextualizada.

Em um estudo da Cleveland Clinic Foundation em Ohio, nos Estados Unidos, foram avaliados halterofilistas com equipamentos que escaneiam o cérebro e descobriram que as mesmas áreas eram ativadas quando a pessoa levantava dezenas de quilos na vida real e quando ela apenas imaginava a cena. O mais impressionante é que quando a pessoa ia, de fato, realizar o exercício na vida real, ela aumentava o músculo em torno de 30%; e ao utilizar a imaginação, focando no resultado e mantendo sua atenção concentrada nisso, sem realizar nenhum esforço físico, ela aumentava os músculos em 13,5%.

Só de imaginar, o cérebro deles ativava as mesmas áreas de quando a pessoa estava realmente fazendo o esforço físico. As áreas motoras, a atenção, a percepção, o planejamento e a memória. Além disso, foi possível descobrir que ao manter o foco no objetivo desejado, a pessoa aumentava a motivação, a confiança e melhorava também a performance física.

Isso ocorre porque ao fazer esse exercício, você está treinando o seu cérebro a atingir o objetivo, criando contexto e aumentando sua teia de dados.

Foco é uma técnica, uma ferramenta prática embasada cientificamente para aumentar suas chances de atingir a fluência no inglês.

2. MEDITAÇÃO

Já foi cientificamente comprovado que a meditação aprimora de maneira significativa o funcionamento mental na área do aprendizado de línguas. Meditar é como fazer uma fisioterapia da sua atenção. Se sua atenção concentrada está atrofiada, como um músculo, é preciso fortalecê-lo e a melhor forma de fazer isso é meditar diariamente.

Além de ajudar em seu foco, a meditação também faz com que você seja mais criativo, tenha um sono reparador, uma melhor saúde física e mental. Esse exercício te ensina a estar presente e alerta e isso, nada mais é do que ter foco. Estando mais concentrado, com uma capacidade de foco aumentada, o seu rendimento consequentemente também irá aumentar.

Uma pesquisa realizada pelo Instituto do Cérebro comprovou que mulheres idosas que praticam yoga há pelo menos 7 anos, apresentam o córtex mais espesso do que mulheres que não praticam. Uma outra pesquisa realizada pelo departamento de psicologia da Universidade de Santa Bárbara revelou que a meditação melhorou a capacidade de memória e concentração dos participantes em apenas algumas semanas.

A meditação é uma poderosa aliada para ter mais foco porque ela vai te ajudar a priorizar e ordenar pensamentos. Um estudo de Harvard mostrou que a alteração cerebral mais significativa causada pela meditação foi o aumento da espessura de massa cinzenta, ou seja, um maior número de neurônios em determinadas áreas do cérebro. Meditar beneficia o hipotálamo, o córtex pré-frontal e o hipocampo – que, como mencionei anteriormente, funciona como a sede da nossa memória.

3. SONS BINAURAIS

Em 1839 o cientista alemão Heinrich Wilhelm Dove descobriu o som capaz de alterar o comportamento do nosso cérebro. Quando os sinais de duas frequências distintas são expostas separadamente, ou seja, uma para cada ouvido, nosso cérebro é capaz de detectar a variação de fase para tentar reunir essa diferença sincronizando assim, o funcionamento dos hemisférios direito e esquerdo.

Através das ligações neurais, as ondas cerebrais fluem como correntes e são definidas pela frequência com que pulsam, como explica o neurologista presidente da Sociedade Brasileira de Neurofisiologia Clínica (SBNC), Luís Caboclo.

Algumas dessas ondas são:

Delta, entre 1 a 3 Hz: o reino inconsciente; são as ondas mais lentas e estão associadas ao sono profundo.

Theta, entre 3 e 7 Hz: aqui temos o reino subconsciente, presente da meditação profunda e no sono leve.

Alfa, entre 8 e 13 Hz: são acessadas durante a meditação e estão relacionadas a tranquilidade e relaxamento com olhos fechados e repouso sensorial.

Beta, entre 13 a 30 Hz: são ligadas ao pensamento consciente, ao estado de vigília, ao raciocínio, à lógica e ao foco externo; são ondas mais rápidas.

Gama, entre 30 e 100 Hz: não há uma compreensão total sobre essas ondas, mas elas estão ligadas à percepção e atenção ou a ansiedade.

Para quem está buscando um foco mais poderoso, é indicado a frequência Alfa. Alguns de seus benefícios são: aumento de energia e vitalidade, sensação de revitalização física e mental, melhor foco e aprendizagem, coordenação mental, redução de ansiedade e estabilidade dos batimentos cardíacos.

Para usar esses sons binaurais é preciso que você use fones de ouvido para aproveitar suas vantagens.

Confira um vídeo para você praticar:

4. ALIMENTE-SE BEM

Quando queremos focar em desenvolver uma nova habilidade, o nosso cérebro gasta energia significativa e por isso precisamos dar combustível a ele. Ter algo no organismo ajuda o seu corpo a ter força o suficiente para manter o foco e não deixa com que seu cérebro se distraia com a fome.

Entretanto, não é aconselhável que você fique comendo batata frita o tempo todo durante o dia. O ideal é que você se alimente com nutrientes que favorecem sua cognição mental, como, por exemplo:

Abacate: nele encontramos nutrientes que aperfeiçoam as conexões entre os neurônios em nossa rede de atenção dorsal do cérebro, garantindo assim um melhor fluxo sanguíneo que tem grande impacto na nossa concentração e aprendizado.

Ovos: eles possuem grande concentração de colina e vitaminas do complexo B, essenciais na formação do neurotransmissor acetilcolina, que é responsável pela regularização da nossa cognição e memória.

Açafrão: essa especiaria possui entre seus principais componentes a curcumina, que além de manter o sistema imunológico saudável, também ajuda na ingestão de oxigênio no cérebro, acelerando nossa capacidade de processamento de informações; também demonstra ação neuroprotetora a doença de Alzheimer e promove benefícios cerebrais.

Couve: rica em betacaroteno, polifenóis, vitaminas C, B e K e flavonoides, a couve contém antioxidantes que protegem nosso cérebro. Além disso, ela propicia aos nossos neurotransmissores a liberação de dopamina, associada ao estado de alerta e motivação, através do aminoácido tirosina.

Nozes: o consumo de nozes contribui para a formação de novos neurônios e melhoram a comunicação entre os já existentes; são ricas em ômega-3 e isso otimiza a eliminação de toxinas que podem perambular pelo cérebro. Uma porção diária de nozes te ajuda a turbinar sua memória verbal.

Salmão: também rico em ômega-3, o salmão também ajuda no desenvolvimento das células cerebrais. Alguns estudos também observaram que uma dieta rica em ômega-3, em conjunto a outros fatores, também pode diminuir o risco de depressão.

Por fim, a água também é essencial para manter nosso cérebro funcionando. Pesquisadores ingleses descobriram em um experimento que pessoas com sede demoram mais tempo para completar tarefas do que aquelas que estão bem hidratadas.

Para conseguir potencializar sua capacidade de aprender um novo idioma, é essencial manter o seu cérebro saudável e aprender como se manter focado em seu objetivo.

Eu fiz um vídeo explicando como construir uma atenção concentrada e ter mais foco para estudar:

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